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Deus existe: Espírito Santo no pastor gago

Você nunca vai conseguir aquele emprego, sequer fez o segundo grau!”; “Esqueça sobre ser mãe, você é muito velha!”; “Você nunca vai ser bem-sucedido na vida, você é cego!”; “Ninguém nunca vai lhe achar atraente, você é muito gorda!”; “Aquela promoção nunca vai ser sua, você é muito novo!”


 
Em algum lugar no mundo existem pessoas que estão ouvindo ou até pensando nessas exatas palavras. Essas pessoas, jovens e velhos, passam a vida acreditando que eles ou os seus sonhos nunca vão chegar a ugar algum. E a parte triste é que, enquanto eles continuam a ouvir as declarações negativas acima, nunca vão viver além das palavras que já aceitaram como verdadeiras.

Este foi o desafio de Isaac Mkonyone. Quando era jovem, Isaac desenvolveu problemas na fala, que ameaçaram matar os seus sonhos e impedi-lo de ter uma vida normal e bem sucedida.

A história de Isaac

“Crescer com um problema na fala, como a gagueira, foi difícil. Na escola era pior, pois nunca tive medo de falar na frente dos meus colegas de classe. Mas era tão difícil pronunciar as palavras, que eu desistia. As crianças costumavam tirar sarro de mim e eu ia para casa chorar, porque não conseguia nem responder de volta. Eu não conseguia dizer nem uma palavra.

Mas, cada vez que eu ia para casa chorando, minha mãe enxugava minhas lágrimas e dizia: 'Meu filho, Deus te ama e Ele lhe fez à Sua imagem. Não sofra por aquilo que as pessoas estão dizendo. Lembre-se de quem criou você.' Foi maravilhoso ter pais tementes a Deus. Eles nunca permitiram com que eu me sentisse inferior ou que eu tivesse pena de mim. Até hoje lembro o conselho da minha mãe. Mesmo Deus nunca permitiu com que eu me sentisse inferior. Suas palavras a Moisés me mantiveram crendo que Ele tinha um plano para mim, apesar da minha ‘deficiência’.

‘Vai, pois, agora, e eu serei com a tua boca e te ensinarei o que hás de falar.’ Êxodo 4.12

Com este versículo em minha mente, eu amadureci. Eu ainda estava gaguejando muito, mas já não me limitava. Na verdade, não estava mais limitando Deus."

Hoje, Isaac fala na frente de centenas de pessoas diariamente. Ele serve como um ministro da IURD em Cape Town, África do Sul e transformou sua ‘incapacidade’ em uma oportunidade para Deus usá-lo. Sua mensagem para todos aqueles que enfrentam aparentemente impossíveis desafios da vida é:

"Deus não tem limitações. Ele pode e vai usá-lo, desde que você se faça disponível para Ele. Se Deus pôde usar um jumento para falar, o que é impossível para Ele? Nada! Eu sou a prova disso!"

Publicado por: Bispo Edir Macedo

Deus existe: de engraxate a doutor

Ele venceu a pobreza, a fome e buscou nos estudos a chance de mudar de vida. Conheça a história de Gil Lúcio Almeida, um ex-engraxate que com garra e força de vontade construiu uma carreira sólida como fisioterapeuta, professor, cientista, executivo e escritor.


O começo da história de Gil Lúcio Almeida, de 50 anos, pode ser igual a de muitos brasileiros, mas o desfecho é quase uma exceção. Nascido em Passos, Minas Gerais, em junho de 1960, ele viveu os primeiros anos na chácara da família, no Distrito de São João Batista da Glória. E as lembranças dessa época não são tão boas. “Conheci a fome durante a infância e por várias vezes lamentei a falta de presentes nos natais”, recorda. A família, constituída por pai, mãe e mais cinco irmãos, migrou para a cidade de Itaú de Minas, onde, aos 8 anos de idade, construiu sua primeira caixa de engraxate e passou a ajudar no sustento da casa. Aos 14 anos, a família mudou-se para São Carlos, interior de São Paulo, onde Almeida continuou estudando e trabalhando. Além de engraxate, ao longo da vida, ele desempenhou outras funções, como vendedor de frutas, verduras, servente de pedreiro e garçom.

O Doutor

O desejo de ser alguém, no entanto, sempre falou mais alto no coração do garoto, que se dedicava aos estudos com afinco. “Meu pai ficou órfão aos 5 anos de idade e minha mãe também era uma mulher simples. Eles trabalhavam na roça, não tinham estudos acadêmicos, mas tinham sabedoria e sempre souberam passar valores para os filhos”, conta.

E esses valores, permeados por muito trabalho e incentivo, fizeram a diferença na vida dele, que conseguia visualizar sonhos em meio a tanta pobreza. “Minha mãe sempre dizia que eu seria um doutor e imaginava a minha secretária recebendo meus pacientes”, relembra. Outro fator importante, segundo ele, foi como se sentia: “O meu segredo foi fazer das dificuldades e adversidades uma oportunidade de aprendizagem. Nunca lamentei a pobreza que o destino um dia me reservou e fui à luta em busca de meus objetivos.”

Em São Carlos, primeiro formou-se técnico em mecânica, depois em fisioterapia, e mestre pela Universidade Federal de São Carlos. “Aos 25 anos, fui trabalhar na Universidade de Campinas. Aos 28, consegui uma bolsa de estudo do Centro Nacional de Pesquisas (CNPq) e da Fundação Rotariana. fiz as malas e fui para Chicago. Aos 32 anos, tornei-me o primeiro fisioterapeuta brasileiro a obter a titulação máxima no sistema educacional norte-americano, o PhD, (o equivalente ao doutorado no Brasil). Aos 34, voltei ao Brasil trazendo na bagagem, além do PhD, o pós-doutorado”, comemora.

Indo além

Mas só o título de doutor era pouco para quem queria ir além. Em 2004, Gil Lúcio tornou-se presidente eleito do Conselho de Fisioterapia e Terapia Ocupacional do Estado de São Paulo. Foi reeleito em 2008 com a quase a totalidade dos votos. “Hoje, represento mais de 60 mil profissionais, fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais, no Estado de São Paulo. Encontrei uma sede alugada e mofada, o que me fez lembrar do primeiro casebre que moramos. Fui para a Avenida Paulista, vi os prédios de vidro e pedi a Deus que me ajudasse a construir uma moradia digna de nossas profissões. Hoje, temos nove sedes próprias no Estado de São Paulo, incluindo um prédio de 12 andares no coração da Avenida Paulista. Temos um patrimônio de mais de 40 milhões de reais. Na vida acadêmica já formei quase duas dúzias de mestres e doutores na Universidade de Campinas (Unicamp) e Universidade do Estado de São Paulo (Unesp), e publico artigos nas principais revistas científicas em minha área. Sou abençoado também com uma família linda. Tenho 3 filhos (Gabriela 14, Bárbara 8 e João Marcos, 1 ano e 3 meses)”.

Para quem trilhou um caminho de dificuldades e incertezas, quais as características básicas para quem quer ser um vencedor? “Estar inconformado com a situação em que se vive e saber que pode ir longe demais, através do estudo e do trabalho. Nunca rejeitar qualquer forma de trabalho, por mais humilde que seja, porque é dele que aprendemos as principais habilidades e competências para exercer os trabalhos complexos.”

Além de todos esses trabalhos, o profissional dá palestras onde conta sua experiência de vida. “É muito bom poder compartilhar com outros a minha história. Tenho orgulho de minha origem e da forma honesta com que enfrentei a realidade. Gostaria que o meu exemplo de vida fosse uma fonte de inspiração para todos os que têm fé. Acho que o meu lado positivo foi não ter desperdiçado a dádiva da aprendizagem que o Criador me deu quando cheguei aqui. Ainda tenho várias pontes para cruzar, mas posso dizer que já venci várias barreiras”, conclui Gil Lúcio Almeida, que também é autor do Livro “O Engraxate que virou PhD”.

Fonte: Arca Universal

Deus existe: do outro lado do oceano

Seu país foi devastado pela guerra civil, mas o moçambicano Estêvão Charles conseguiu, com persistência e fé, superar os obstáculos e fazer a diferença.


Moçambique está situado na costa oriental da África Austral, que é a parte do continente africano banhada pelos oceanos Índico e Atlântico. Portugal foi o colonizador do país, onde cerca de 42% da população fala português.

Os moçambicanos conquistaram a independência em 25 de junho de 1975. Logo depois, em 1976, uma guerra civil assolou o país, até 1992, deixando mais de 1 milhão de mortos e 4 milhões de desalojados.

Moçambique é o cenário para o nosso personagem da vida real de hoje, Estêvão Charles de 33 anos.

Charles, como prefere ser chamado, nasceu em Maputo, capital de Moçambique. Sua mãe, doméstica, casou-se ainda jovem. Ele foi o primeiro filho, depois vieram mais seis. O pai, na época combatente da luta de libertação do país, conseguia um bom salário e, com isso, podia dar uma vida digna para a família. Porém, teve de ir para outro estado lutar pelo país e a família se separou.

A mãe e os irmãos foram morar com os avós, enquanto ele ficou com o pai.Três anos mais tarde, todos voltaram a reencontrar-se e a família pôde se unir outra vez.

Mesmo em tempos de guerra, Charles sempre foi aplicado na escola. Queria formar-se em medicina. Mas, quando tinha cerca de 21 anos, seus pais, mais uma vez, se separaram. Com a nova situação da família, ele teve que arranjar um emprego para ajudar os irmãos mais novos.

O trabalho de Charles era na área de informática. O novo emprego encantou tanto o jovem que ele acabou mudando a sua inclinação profissional e deixou de lado a medicina.

No trabalho, ele conheceu uma moça e ficou noivo dela. A família da noiva era contra o relacionamento, mas ele a amava. E, mesmo com a família não gostando, foi morar na casa dos sogros. Pouco tempo depois, Charles perdeu o emprego e, a partir dali, passou a viver uma vida de humilhações.

“Passei a depender diretamente dos meus sogros. Cheguei a percorrer muitas vezes distâncias de 10 quilômetros a pé por dia, a procura de emprego, mas meus caminhos estavam todos fechados”, relata. No entanto, a esperança de um dia voltar a ter seu próprio emprego, sustentar a noiva, se casar e ser feliz não esmoreceu, e dava impulso para ele continuar a lutar.

Mas eram só obstáculos à sua frente, sem nenhuma perspectiva de vitória. E foi num desses momentos de angústia que Charles diz que parou e se lembrou de Deus. Na adolescência, ele havia frequentado uma igreja evangélica, e quando se viu sozinho decidiu resgatar a fé que nunca havia saído do seu coração. “ Fiz uma oração naquele momento: ‘Sei que Tu existes, tenho visto e ouvido falar de milagres que operas. Eu estou nesta situação e tenho certeza de que não é do Teu agrado que eu sofra. Então, por favor, ajuda-me a sair desse buraco. Eu prometo, se assim o fizeres, que minha vida será tua para sempre’”, relata.

Mudança

Assim que fez a oração, Charles pegou a noiva em flagrante de traição. “Foi um baque muito forte, mas esse espisódio me fez dar a volta por cima. Foi uma dor incompreensível e imensurável. No entanto, eu havia orado e sabia que se aquilo havia acontecido era porque aquela situação não era para mim. Deus estava no controle da minha vida”.

Ele saiu da casa dos sogros e, em seguida, arrumou um emprego. Paralelo a isso, passou a investir em ações e tornou-se um investidor de sucesso. Dois anos depois, passou de um simples empregado a diretor de uma empresa. Hoje, além de ser empresário, trabalha como gerente de segurança de um dos mais renomados bancos de Moçambique.

“Olho para trás e fico feliz em ver como aproveitei as decepções, dores, e dificuldades que sofri. Muitas pessoas sofrem uma decepção e se entregam à dor. Deixo o conselho para que ajam com fé e, dessas dores, tirem forças para seguir em frente. Hoje, tenho muito sucesso em todas as áreas de minha vida: financeira, espiritual, profissional e sentimental. Há 3 anos me casei com uma mulher maravilhosa, e não moro na casa dos meus sogros”, finaliza sorrindo.

Fonte: Arca Universal

Deus existe: uma história de amor e esperança

Como Michael Oher, um ex-garoto de rua, pobre e analfabeto até os 16 anos, tornou-se um dos maiores nomes do futebol norte-americano.
Como é bom conhecer a história de pessoas que em vez de ficarem paradas, lamentando as dificuldades, resolvem agarrar as oportunidades e escrever uma nova história. A de Michael Oher é uma dessas, que nos faz ver a vida com um olhar de esperança.

Impossível imaginar um futuro promissor para Michael, afinal, seu passado e presente estavam inclinados para o fracasso. Nascido em uma família conturbada, em 28 de maio de 1986, em Memphis, nos Estados Unidos, ele passou a infância e grande parte da vida tendo a indiferença como companhia.

Depois de ter passado por 11 escolas num período de 9 anos, ele chegara aos 16 anos ainda analfabeto. Não tinha pai e sua mãe era viciada em drogas. Embora tivesse passado por várias casas, nunca havia tido um lar, e sozinho e sem premissa de um futuro, ora dormia em albergues, ora na casa de conhecidos e muitas vezes pelas ruas.

Tinha uma estatura óssea grande, que impunha medo, mas seu coração, reduto de medos e incertezas, era também isento de qualquer tipo de maldade.

O encontro

Através de um amigo, Michael ganhou uma bolsa de estudos em uma escola tradicional. Mas seus problemas persistiam, pois ninguém se interessava por ele. Em uma noite fria, no entanto, enquanto perambulava pelas ruas da cidade de Memphis, apenas com um short e uma camiseta, procurando um lugar para dormir, alguém com o coração cheio de amor e bondade o enxergou. Era a decoradora Leigh Anne Tuohy, que o reconheceu como colega de escola do seu filho e, comovida, o levou para passar a noite em sua casa.

Só que o menino carente de afeto, de um lar e de diretrizes na vida, vê que uma noite apenas não mudaria sua vida. Fato que também foi constatado pela família Tuohy. E assim, Michael passa a fazer parte dela. Uma família branca, rica e sulista dos Estados Unidos, que recebe a fúria e os olhares atravessados dos outros pela atitude tomada. Mas Leigh não liga para as críticas. Quer cuidar e ajudar Michael a não apenas se sentir protegido, mas também a escrever um roteiro diferente do que estava no script de sua vida.

Virando o jogo

Devido ao porte atlético, o garoto entra no time de futebol da escola, porém, não leva jeito. Mas Leigh explica as técnicas do jogo a Michael de forma peculiar, como se ele tivesse que proteger alguém. Ele então passa a entender e começa a virar o jogo. Os Tuohy lhe deram não apenas uma cama e um abrigo, mas amor, compreensão e incentivo, o que mudou a vida dele.

A história de amor e solidariedade dessa família tinha que ser conhecida pelo maior número de pessoas. Assim, o escritor Michael Lewis lançou, em 2006, o livro “Lado cego: A evolução do Jogo”. Líder de vendas, a história foi parar nas telonas. Em 2009, foi lançado o longa “Um Sonho Possível”, com Sandra Bullock no papel de Leigh Anne. O filme deu à Bullock o prêmio de melhor atriz.

Tanto empenho, amor e dedicação da família Tuohy fez Michael se tornar um grande esportista. Hoje, aos 24 anos, ele é jogador profissional do Baltimore Ravens que integra a liga nacional do esporte nos Estados Unidos, e é um dos maiores ídolos do esporte, não só por sua história de vida, mas por sua garra e determinação.

Quando olha para trás, ele não tem do que se queixar, mas sim agradecer, afinal, Deus colocou em seu caminho uma família cristã que com amor e incentivo o aqueceu do frio da solidão, lhe deu um lar e o ajudou a não deixar que as dores do passado determinassem como seria o seu futuro.

A partir daquela noite em que foi encontrando perambulando pela cidade em busca de um lugar para dormir, começava uma nova história para Michael e a família Tuohy, que eles souberam escrever com sabedoria, amor e, principalmente, compreensão.

Fonte: Arca Universal
Veja o trailler do filme "Um Sonho Possivel", com a história de Michael Oher:

        

Deus existe: do fracasso ao sucesso

A vida do gerente comercial César Martins, de 45 anos, até parece enredo de filme hollywoodiano. Desde cedo conheceu o que era derrota, e o fracasso foi por muito tempo seu companheiro constante. Aos 7 anos de idade, juntamente com os pais e mais duas irmãs, deixou a cidade de Gravatal, no interior catarinense, com destino a Joinville, em busca de uma vida melhor.

As imagens da infância não são nada boas. “Lembro que andávamos cerca de 4 quilômetros para ir à escola, isso debaixo de chuva ou sol e sem nenhum conforto, já que usava pregos nos chinelos para segurar as tiras e que furavam meus dedinhos”, relembra.

Com a vida difícil que a família levava, aos 9 anos de idade ele começou a vender picolé e laranja para ajudar no orçamento familiar. “Uma das imagens que tenho na minha mente é de sair cedo para vender picolés e por volta das 3 horas da tarde, quando já havia vendido tudo, ver meus amigos num bar comendo um lanche, enquanto eu, embora estivesse com fome, fui para casa sem gastar nem um centavo, pois meus pais precisavam daquele dinheiro. Minha mãe e meu pai ficaram tão felizes que quase caíram no choro. Mas sem eu perceber, os dois saíram e foram no centro da cidade fazer compras e voltaram felizes, isso me deu uma satisfação enorme”.

Daquela época em diante ele nunca mais parou de trabalhar. Embora tivesse talento em vendas, César exerceu outras atividades, como ajudante de pedreiro e pintor de paredes.

Mas a sua vida e a de suas irmãs ficaram sem alicerce e sem cor quando sua mãe faleceu. Ele tinha 14 anos de idade. “Foi um sofrimento horrível, pois logo meu pai se casou novamente e tanto eu quanto minhas irmãs tivemos que sair de casa. Elas foram para a cidade de Maringá, no Paraná, e eu continuei em Joinville. Fui morar em uma casa alugada, com mais dois rapazes que comiam toda a minha comida e ficavam jogando em bares. Mas eu tinha certeza de que iria mudar de vida”.

Por isso, mesmo enfrentando tantos obstáculos, César nunca parou de estudar. “Fiz muitos cursos técnicos e faculdade de análise de sistemas. Na época da faculdade ganhava só para o aluguel e mal dava para comer uma sopa instantânea ao dia. Eu pesava 55 quilos. Era só osso mesmo”.

Aprendendo com o fracasso

Se na vida profissional nada ia bem, na vida sentimental não havia do que reclamar. César conheceu e casou-se com Adriana (foto dos dois acima), que o ajudou muito. E a sogra acabou sendo uma mãe para ele. No início do casamento, ele voltou a trabalhar na área de vendas. Mesmo assim, passava muita dificuldade. A esposa já não acreditava que ele pudesse obter êxito e pediu para que desistisse dessa área.

Mas César decidiu continuar. Chegou a mudar para São Paulo, para trabalhar como vendedor. Mas não havia nenhuma premissa de mudança. “A minha última tacada foi ser vendedor em uma empresa de transportes. Fui admitido ganhando muito pouco. A empresa começou a prosperar me mandou para Curitiba e lá abrimos uma filial. Após 4 anos a empresa foi vendida. O novo dono desativou o meu departamento e eu fiquei novamente desempregado. E o pior: a empresa que comprou não pagou o meu ex-patrão. Fiquei por 2 meses sem saber o que fazer. Um dia meu ex-patrão me ligou. Havia uma pequena empresa à venda e ele me disse: ‘Quero que você vá lá e compre-a. Você acha que consegue transformar essa empresa pequena em uma grande empresa?’ E eu respondi que sim. E começamos a trabalhar”.

A pequena empresa de transporte de resíduos tinha dois caminhões bem velhos, que quase não andavam, e 25 caçambas. Mesmo trabalhando com afinco, o faturamento era pouco. E o fracasso batia à porta mais uma vez. “Meu patrão achou que não valia a pena continuar com a empresa e disse que iria fechar. Isso foi como uma bomba em cima de mim. Mais uma vez algo dava errado”.

Desiludido, César entrou no carro velho que tinha e ficou circulando pela cidade. A única pessoa que sabia o que se passava em seu coração era Deus. Foi quando o seu telefone tocou. Era de uma grande empresa, desesperada por um transporte grande. César então foi até lá e fechou um grande negócio. “Só que eles precisavam do trabalho com o caminhão para o dia seguinte. Eu fiquei perplexo, sem saber o que falar, mas sabia que Deus faria alguma coisa. Era como ter uma banda sem instrumentos”, relembra.

César foi até o antigo patrão e disse que tinha acabado de fechar um grande negócio, e ambos saíram em busca de um caminhão. Uma porta estava sendo aberta naquele momento, não só de esperança, mas também de realizações e de uma nova vida.

Vitória

Desse dia em diante, a vida de César teve uma mudança radical. A empresa em que ele trabalha, em Joinville, já atua há 25 anos na área de transporte de resíduos. “Possuímos 16 caminhões novos, 400 caçambas, 250 containers, máquina retro e mais cinco tipos de negócios agregados à empresa. Sou diretor comercial e tudo passa pela minha mão. Qualquer tipo de negócio em vendas da empresa tem que ter meu aval. Meu patrão fala que não sou funcionário e sim seu amigo, que muito o ajudou”.

César conta que tem uma vida próspera: “Possuo um sítio que desemboca no mar, que ganhei do meu patrão. Sou muito bem remunerado, tenho uma família abençoada, com três filhos maravilhosos. Eu conto minha história para meus filhos para que eles saibam o que passei e deem valor ao que conquistarem. Somos uma família feliz e estamos tentando passar isso para outras pessoas. Durante muito tempo eu conheci o fracasso.

Achei que fosse um azarado.

Mas a minha fé em Deus me mostrou que não basta só ter talento.

Quando Ele está no controle, a gente aprende a ter vitórias.”

Fonte: Arca Universal

Deus existe: Nunca é tarde para sonhar

Aírton da Costa vivia na rua e procurava restos de comida no lixo para matar a fome. Humilhado na infância, ele soube reverter as barreiras em trampolim e tornou-se um conceituado advogado, que nunca perdeu uma causa na Justiça.
Se Aírton da Costa, de 44 anos, fosse olhar apenas para a sua realidade, jamais teria ousado sonhar. Mas as dores, decepções e dificuldades o ajudaram a escrever uma história de persistência. Hoje, mais do que ninguém, ele pode dizer que nunca é tarde para realizar um sonho.


Aírton nasceu em Lins, no interior paulista, em uma família desestruturada e sem nenhuma condição de uma vida digna. A mãe trabalhava como diarista, o pai era viciado em bebida alcoólica. Sem eira e nem beira, aos 5 anos de idade já vivia pelas ruas junto com mais três irmãos, revirando o lixo em busca de comida, pedindo esmolas e dormindo ao relento. Às vezes, passava até 30 dias longe de casa, sem ninguém sentir a sua falta. Aos 6 anos de idade ouviu que advogados resolviam várias coisas e ajudavam muitas pessoas. Nascia ali, no coração do menino, o desejo de também ser advogado.

Aos 7 anos entrou na escola, mas continuou na rua até os 10 anos, catando papelão para ajudar a família e revirando o lixo em busca de comida. E foi no lixo que ele encontrou livros que lhe mostraram novos horizontes. Já alfabetizado, o garoto lia o que via pela frente. Sabia que era na educação que teria uma nova oportunidade na vida.

Mas o caminho entre o sonho e a realidade era muito longo. Porém, era preciso dar os primeiros passos, e foi o que Airton fez. Dedicou-se aos estudos e entre 11 e 13 anos, em vez de catar papelão, fazia pequenos trabalhos nas casas, como limpar quintal e cuidar de jardins. Aos 14 anos surgiu a oportunidade em uma empresa para trabalhar como aprendiz. Aliado à escola e ao novo trabalho, agarrava qualquer fresta de esperança que pudesse deixá-lo mais perto do seu objetivo.

Fez vários cursos no Senai, na área de mecânica e, aos 21 anos, foi para a capital paulista e, posteriormente, para Diadema, no ABC paulista, para trabalhar como torneiro mecânico. “Mas entrar em uma faculdade ainda era um sonho distante”, relata.

O tempo passou, mas a chama do sonho de Airton tornar-se um advogado nunca se apagou. Ele casou, teve uma filha, hoje com 17 anos. Até que, aos 35 anos de idade, ficou mais próximo de alcançar o seu objetivo. “Lembro que passei em frente a uma faculdade e havia uma faixa dizendo que faltavam três dias para o vestibular”. Ele não teve dúvidas. Fez a inscrição para o vestibular, foi aprovado e, em seguida, matriculou-se no curso de direito.

Faculdade

No ano de 2000, Aírton enfim começava a faculdade. “Eu não sabia como pagaria a mensalidade, pois tinha uma família para sustentar e o curso não era barato. Na verdade, eu não tinha nem roupa para estudar. Tinha apenas duas calças”, diz.

Mas, dedicação era a palavra, tanto nos estudos quanto no trabalho. Airton entrava na empresa às 8 da noite e saía ás 5 da manhã. De lá, ia para a faculdade, onde entrava às 7h e saía às 11h30. Na parte da tarde, dormia, e depois fazia os trabalhos de escola. Sua dedicação aos estudos lhe rendeu ótimas notas e, no trabalho, acumulava horas extras. “Para alguns colegas eu era um puxa saco da empresa. Mas só eu sabia do sonho que havia dentro do meu coração”.

No segundo ano de faculdade, Airton conseguiu um financiamento estudantil e, em dezembro de 2004, tornou-se bacharel em direito. Parte do sonho estava realizada. Faltava a outra: passar no exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), para, enfim, tornar-se advogado. Na terceira tentativa ele conseguiu ficar entre os 6,6% dos aprovados.

“Não tinha palavras para expressar o que eu estava sentindo naquele momento. Eu havia esperado cerca de 30 anos para entrar na faculdade. E 35 anos depois, além de ter concluído o curso, estava recebendo a minha carteira da OAB. Sempre tive certeza de que um dia, não importava se aos 35, 40 ou 60 anos, eu conseguiria realizar meu sonho,” revela.

Fazendo história

O menino, que começou a vida buscando comida no lixo, agora era um doutor. Na primeira audiência representando um cliente diante de um juiz, ele se manteve sério. Mesmo usando um terno velhinho, não se intimidou diante de outros advogados e saiu do fórum com a vitória nas mãos. “Depois dessa primeira audiência, assim que cheguei em casa, chorei muito. Não só pela vitória, mas por todo o contexto, por toda a luta. Estar ali, fazendo o que sempre quis fazer diante de um juiz, foi maravilhoso demais. Não existem palavras que possam descrever esse momento”.

Hoje, Airton, que advoga na área civil e trabalhista e fez uma pós- graduação em direito, tem muitos clientes, mas não se esquece de quando passou a ter esse sonho. “Na minha concepção de garoto, o advogado resolvia as coisas, ajudava as pessoas, por isso faço questão de atender e ajudar aqueles que não têm condições de pagar um advogado”.

Por já ter morado na rua, ele diz que hoje tem outro olhar sobre essas pessoas. “Quem mora na rua sofre muito. Não é fácil. A fome é terrível. Comi até coisas podres. Quem vive na rua é tratado como lixo”, reflete.

Não desista

Airton tem ciência de que a sua história influencia muitas pessoas e deixa um recado: “Não desistam. Confiem em Deus. Eu creio que Deus vê a gente, como viu Davi, por quem ninguém dava nada. Só que Deus me deu forças para vencer e passar essa história adiante. Tem que acreditar no sonho. Eu esperei mais de 30 anos para realizar o meu. Eu não tinha dinheiro, só tinha a vontade.”

Há 5 anos como advogado, Airton nunca perdeu uma causa na Justiça. O segredo, segundo ele, é orientar os clientes a agirem com honestidade. “Trabalho com ética e digo para os meus clientes: ‘Faça o que é justo.’ Sendo honesto e orientando os outros a fazerem o mesmo, onde ponho a mão dá certo”.

Recompensa

O menino que nasceu num lar conturbado, hoje tem uma família abençoada e paz e prosperidade em sua vida. “Eu valorizo as pequenas coisas. Não tenho vergonha do meu passado. Por intermédio dele tenho ajudado muitas pessoas a terem objetivos em suas vidas. E esse é o meu lema, ajudar e inspirar outras pessoas a também lutarem pelos seus sonhos”, finaliza.

Fonte: Arca Universal