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Casamento por um fio

"Com diálogo e pequenas mudanças de comportamento dá para recuperar o relacionamento", diz psicólogo.

Quem está solteiro quer casar. E muitos casados, que um dia tiveram a solidão como companhia, cogitam a separação. Se o seu casamento está sem graça e até mesmo por um fio, será que dá para recuperar a relação?

Na visão do psicólogo Alexandre Bez, especialista em relacionamentos, é possível recuperar o casamento que muitas pessoas acham que já deu o que tinha que dar. “Se o casal estiver pré-disposto a recuperá-lo é possível sim, através do diálogo e pequenas mudanças no comportamento,” diz.

Há poucos dias, a recepcionista Tatiana (que prefere não divulgar o sobrenome), de 26 anos, casada há 7 e mãe de um menino de 5, relatava estar vivendo o que vivem muitos casais. “Penso em me separar sim. Meu casamento acabou. Não tem mais graça, química, e a gente não se entende mais”. Ao ser questionada sobre qual seria a real motivação para colocar o ponto final em sua história, ela não teve uma resposta plausível. “Na verdade ele é uma boa pessoa. Mas, coisas do dia a dia, como não ajudar nos serviços domésticos, uma resposta num tom mais agressivo, tudo isso me deixa chateada”, disse.

Assim como ela, muitas pessoas se escondem atrás de motivos tolos para acabar com um relacionamento. E já que nenhum casamento acaba da noite para o dia, o que os casais devem observar para que a relação não desça pelo ralo? “Em 90% dos casos, a culpa do divórcio é das duas pessoas envolvidas e não de apenas de uma das partes. A pessoa deve estar atenta às pequenas mudanças nas atitudes do companheiro (a), e o diálogo é essencial para manter o casamento saudável”, salienta o psicólogo.

Do outro lado da história está o marido de Tatiana, que prefere não se identificar: “Eu não casei para me separar. Me apaixonei pelo jeito carinhoso dela, a alegria de viver. Mas ultimamente ela não sorri mais, está sempre nervosa e eu me pergunto onde está aquela mulher maravilhosa que não me fez pensar em mais nada, do que passar o resto de minha vida ao lado dela?”

“No início da conquista, quando estão se conhecendo, ambos mostram o melhor de si, mas depois esquecem disso”, diz Bez. Os fatores mais comuns que culminam no fim do casamento, segundo ele, são fatos corriqueiros. “Começa com pequenas coisas e a falta de respeito está no topo da lista. Além disso, as mentiras, o mau comportamento, agressões verbais, que às vezes migram para agressões físicas, e a traição, são os fatores mais comuns, que certamente acabam com qualquer relacionamento”.

“Normal é ser feliz”

A secretária F., casada pela segunda vez tem outro olhar para as relações. “Sofri muito no meu primeiro casamento e após a separação fiquei 11 anos sozinha. Primeiro me recuperando, depois, tentando encontrar uma pessoa legal”. A procura teve um fim quando, há 7 anos, ela encontrou o atual marido. “No início é aquela paixão, aquele mel, depois parece que tudo começa a cair na rotina”. Segundo F., chegou uma hora em que ela desejou estar solteira novamente, mas acordou antes. “Era a segunda oportunidade que eu tinha e não podia fracassar”. A secretária então conversou com o marido e juntos decidiram salvar o relacionamento.

“Adotamos alguns segredinhos, como surpreender o outro e voltar a ser como namorados, a valorizar a relação, o companheirismo, a cumplicidade. Muitos casais se baseiam apenas na parte sexual, mas a vida fora da cama também é muito importante”, ressalta.

Na concepção de F., as pessoas acham mais fácil se separar do que batalhar para salvar o casamento. “Muitos dizem que é normal se separar. Normal é ser feliz. E para quem está passando por problemas conjugais eu aconselho a mudar. Eu mudei, meu marido mudou. Ele tem defeitos, mas também tem muitas qualidades, e prefiro olhar para elas”.

Na opinião de Bez, no início dos relacionamentos as qualidades da pessoa amada são elogiadas, mas, na medida em que o tempo passa, o que fica em destaque são os defeitos. “Exacerbar os erros do companheiro tendo como base o desejo de irritar a pessoa, só acelera a deteriorização da relação. Por isso, aconselho a destacar as qualidades da pessoa amada sempre”, diz o psicólogo.

Acomodação

Um dos grandes problemas dos casais é a acomodação. “Seja por causa do trabalho, dos filhos ou qualquer outro motivo, a pessoa já não dá a importância necessária para a relação. A rotina desgasta qualquer casamento. A dica é utilizar a criatividade e bolar surpresas ou situações que saiam do cotidiano. Não é necessário que seja nada muito elaborado, mas mesmo pequenas atitudes são essenciais para manter a chama do casamento acesa”, ressalta Bez.

Foi o que fizeram Tatiana e o marido, os personagens do início de nossa reportagem. Eles decidiram conversar com um pastor e pedir orientação. O primeiro passo foi fazer uma viagem em família. “Parei para pensar, estou buscando salvar o meu casamento e estou vendo tudo com outros olhos após a orientação que recebi. Tenho certeza de que tudo vai dar certo. Estou fazendo a minha parte e meu marido a dele. Creio que a nossa história terá um final feliz. Já houve uma mudança em nossa vida”, revela a recepcionista.

Ela conseguiu reconstruir o casamento

Há alguns meses, na matéria “Como superar um divórcio”, a empresária Maria de Lurdes, de 54 anos, nos deu o relato emocionante de como lutou pelo seu casamento, o que foi extremamente importante para muitas pessoas. Por isso, fomos saber como está o casamento dela hoje, meses após ter adotado algumas estratégias para salvá-lo.

“A melhor coisa que me aconteceu foi eu ter persistido e lutado pelo meu casamento. Estou mais feliz e mais apaixonada hoje do que antes, e espero ter ajudado muitas pessoas a pensarem um pouco antes de optar pelo fim de uma história. É possível reconstruir um casamento e é possível ser feliz, pois eu estou sendo”, enfatiza a empresária.

Maria de Lurdes estava casada havia quase 30 anos, com dois filhos adultos, e, embora não estivesse divorciada no papel, ela e o marido estavam separados e morando na mesma casa como desconhecidos. Ela fora aconselhada por amigas a pedir o divórcio, mas resolveu buscar ajuda espiritual e agiu de outra forma. A estratégia deu certo e uma parte do texto que emociona é quando ela diz: “É visível o brilho no meu olhar, a minha alegria e a felicidade de ter ‘reencontrado’ o homem que sempre amei. Amigas dizem que rejuvenesci, perguntam se fiz cirurgia plástica ou que creme de beleza estou usando. Respondo que fiz uma cirurgia sim, tenho um novo coração e uso um creme chamado amor com pitadas de sabedoria.”

Dicas
O psicólogo Alexandre Bez fala sobre o que é possível fazer para salvar o relacionamento:

1- Observar a relação e o nível de desgaste em que ela se encontra;

2- Levantar as possíveis razões que causaram a situação;

3- Reconhecer os erros e elaborar um “plano” visando a recuperação do casamento. Exemplo: pequenas mudanças de comportamento;

4- Cuidado com a rotina. Fuja dela sempre que possível.

Educação

Filme mostra garota seduzida pelos encantos da vida adulta, proporcionados por um homem mais velho.
Ambientado em Londres dos anos 60, antes do surgimento dos Beatles e dos Rolling Stones, o filme “Educação” conta a história da jovem Jenny, de 16 anos, estudante de um colégio conservador, e que planejava entrar para a conceituada Universidade de Oxford, realizando assim o sonho dos pais.

A protagonista da trama estuda francês e deseja conhecer Paris. Ela acha sua vida tediosa, até conhecer David, um homem bem mais velho e misterioso, que lhe mostra os encantos da vida adulta e burguesa.

Mas não é apenas Jenny que se encanta com David. Ele também seduz a mãe e o austero pai da garota. Para a família da estudante, é como se ele representasse a possibilidade de um futuro moderno e promissor para ela.

Vendo-se diante de um mundo novo, a jovem precisa escolher se leva a sério os seus estudos ou se segue pelos caminhos alternativos e excitantes oferecidos por esse homem cosmopolita e carismático.

Ao abordar o dilema de Jenny, dividida entre a educação tradicional e o aprendizado da vida, o filme nos leva a refletir sobre a independência da mulher contemporânea e o preço, às vezes caro, pago pelas atitudes que tomamos.

Apesar de ser uma história simples, “Educação” também nos mostra o quão flexível pode ser a ética de uma pessoa.

A história de nós dois

Ao tratar da intimidade de um casal em crise, filme cria a oportunidade para que o espectador exerça a observação pura e simples sobre as várias nuances do casamento


O filme “A história de nós dois” mostra o momento delicado que atravessa o casal Ben e Katie Jordan (interpretado por Bruce Willis e Michelle Pfeiffer), após 15 anos juntos. Pais de dois filhos e donos de uma casa confortável, eles decidem se separar, aproveitando um período em que as crianças estão em um acampamento de férias. Nessa hora, cada um deles passa a refletir sobre os erros e acertos da relação, avaliando se ainda vale a pena tentar uma reaproximação.

Durante o longa, são apresentados vários flashbacks não lineares de situações vividas pelo casal, que apesar da aparente felicidade diante dos filhos, não suportava mais conviver um com o outro.

A separação experimental de Ben e Katie serve para dissecar as alegrias e problemas que vivenciaram, obrigando-os a encarar as verdades sobre o seu relacionamento. Além disso, é também uma oportunidade para que ambos recordem como tudo começou e como se apaixonaram.

Ao tratar da intimidade de um casal em crise, o que para alguns pode ser incômodo, engraçado ou até provocar identificação com a situação, o filme cria a oportunidade para quem o assiste de exercer a observação pura e simples sobre as várias nuances do casamento.

Mostrando que o medo de descobrir que o amor acabou é um dos grandes fantasmas de muita gente, a produção aborda o drama do casal de forma simples, com pequenas doses de humor, levando a acreditar na real possibilidade de finais felizes na ficção e, também, na vida real.

Para o espectador, é fácil perceber que apesar das frustrações do casal, e até da raiva tão nítida em alguns momentos, o amor ainda está presente na vida de Ben e Katie. Para descobrir se eles se deram conta disso, só mesmo conferindo nossa dica de filme, disponível em DVD.

Saiba como despertar o prazer de comer frutas e verduras nos filhos


Hoje em dia pais têm uma consciência maior sobre a importância de nutrientes para a saúde dos filhos do que há 30 anos e muitos deles tem adotado uma filosofia que procura alimentos naturais e sentem-se gratificados oferecendo aos seus filhos refeições sem aditivos e ‘engrossantes.’ É sempre seguro seguir as preferências dos pediatras, mas também os instintos maternos farejam o que seus filhos precisam e quais as suas necessidades e se seguidos freqüentemente nos ampliam os horizontes sem ter que seguir dogmas prescritos.

Uma boa saúde depende de hábitos alimentares sólidos que em geral se estabelecem nos primeiros anos de vida. As crianças apreendem não somente pelo que lhes é ensinado verbalmente, mas também por imitação: observam seus pais e tentam imitá-los.

A repulsa de verduras e frutas freqüentemente repete comportamentos vistos em casa, na TV ou em casas de amigos. “Se os pais comem e mostram prazer ao ingerir verduras, saladas e frutas seus filhos tentarão imitá-los. Porém, se são feitos comentários sobre estes alimentos que os descrevem como amargos, desprazeirosos, a criança captará isto rapidamente”, explica a psicóloga Maria Cristina Capobianco

O prazer deverá acompanhar as refeições, então é importante deixar as preocupações com modos para mais tarde e incentivar o prazer na refeição. Deixá-los comer com a mão, enfiar o dedo no molho para experimentar, aguçar os sentidos e nomear os alimentos como salgado, doce, azedo, amargo, etc. Preparar comidas que eles possam pegar com as mãos, nos primeiros anos estimula as atividades motoras finas. Por exemplo, pegar ervilhas com os dedos, na posição de pinça, contar quantas ervilhas comeu. Contar histórias e tradições sobre diferentes culturas e suas diversas formas de comer. Por exemplo, os orientais que comem com “palitinhos”, os árabes que consideram que “arrotar” é um sinal que denota que gostou da comida, e assim por diante.

Neste sentido, é importante que as refeições sejam momentos descontraídos, agradáveis e prazerosas. Algumas famílias adotam filosofias alimentares bastante rígidas que a pesar de estarem baseadas em princípios saudáveis, religiosos ou naturais às vezes entram em conflito com a experiência das crianças que encontram amiguinhos que comem outras coisas.

Geralmente as crianças costumam questionar aquilo que acontece em casa, isto não deve se tornar um peso. Ao contrário, é importante ressaltar a diversidade, que cada família escolhe filosofias diferentes. Explicar com exemplos, figuras as escolhas realizadas em relação aos alimentos ajuda a que as crianças compreendam melhor porque seus pais fazem do jeito deles.

Na medida em que a criança cresce e se torna mais autônoma ela questiona para se sentir “mais dona do seu nariz” e tenta fazer o oposto daquilo que lhe é pedido, ou seja adota uma postura “do contra”. Nestes casos, é importante tentar deslocar esta luta de forças para outra arena que não seja a alimentação.

“É natural que os filhos transgridam as dietas impostas pelos seus pais, e nestes momentos os pais precisam ser tolerantes e compreensivos, interpretando que esta discordância talvez tenha muito mais haver com uma necessidade de fugir do controle e de tentar se apropriar das suas vontades e desejos”, explica à psicóloga.

O ideal é deixar que os filhos descubram por si só qual dieta quer seguir, apesar disto despertar muita angustia nos pais, é recomendável não perder a calma, tentar mostrar para a criança as vantagens de uma ou outra dieta. A imposição tenaz de um regime alimentar pode causar transgressões escondidas e na medida em que a criança oculta muitos segredos dos seus pais o diálogo aberto e espontâneo pode desaparecer transitoriamente, e se continua a tensão entre os pais e os filhos em relação à comida, talvez o diálogo se interrompa por mais tempo, afirma a psicóloga.